Ministro do STJ sobre manutenção de prisões preventivas de alvos da Calvário : “para impedir possível recebimento de saldo de propina pendente de pagamento”

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As investigações da Operação Calvário revelam a estrutura da organização criminosa instalada na Paraíba para desviar recursos da saúde e da educação nos últimos 8 anos. A comprovação disso são os despachos do ministro do Superior Tribunal de Justiça, Nefi Cordeiro, responsável em apreciar os pedidos de habeas corpus da Operação Calvário no âmbito do STJ.

“A necessidade de prevenir a participação dos requeridos em outros esquemas criminosos, ou seja, novos delitos, e ainda, para impedir possível recebimento de saldo de propina pendente de pagamento, justificam nesse momento e sob minha ótica, modesta, a decretação da prisão preventiva para a garantia da ordem pública”, fundamentou o ministro Nefi Cordeiro ao negar pedidos de habeas corpus de Ivan Burity, Jardel Aderico e Eduardo Coutinho.

O ministro também alertou, de acordo com as informações que dispões da investigação da Operação Calvário, sobre a possibilidade de ocorrência de novas fraudes .

“Além disso, o cenário traçado denota a possibilidade de ocorrer novas fraudes em relação a contratações de empresas participantes de esquema de propina, considerando a vigência e eficácia de alguns pactos, podendo haver, a qualquer momento novos pagamentos do Governo do Estado da Paraíba, demonstrando o risco premente de continuidade das supostas práticas deletérias em face do erário estadual”, consta do despacho do ministro