Presidente do COPM repudia alteração na lei de promoção de oficiais da PM : “Essa manobra do comando deixa a corporação perplexa”

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O coronel Francisco de Assis, presidente do Clube dos Oficiais da Polícia e Bombeiro Militar da Paraíba, tão logo tomou conhecimento de uma manobra para alterar a lei que trata das promoções dos oficiais da Polícia Militar, encaminhou ao Blog nota sobre o fato. “Essa manobra do comando da corporação causa perplexidade em toda a categoria. O Clube dos Oficiais repudia essa artimanha do comandante geral. Por isso que o Clube vem denunciando essas irregularidades ocorridas nas promoções dentro de nossa instituição. Isso só vem a comprovar que as denúncias de irregularidades feitas pelo Clube são procedentes”, comentou.

Decisão do Tribunal de Justiça da Paraíba, e do Superior Tribunal de Justiça, suspenderam os atos de promoção de oficiais da Polícia Militar da Paraíba devido graves irregularidades quanto a formação da comissão de promoção. Dessa forma o governador Ricardo Coutinho ficou impedido de assinas atos de promoção de oficiais nesse fim de ano. Para tentar se livrar dos efeitos das decisões judiciais, um projeto do Governo chegou à Assembleia Legislativa da Paraíba.

O projeto que desembarcou às pressas na Assembleia Legislativa da Paraíba institui ensino da Polícia Militar da Paraíba, portanto nada tem a ver com a lei de promoções. Mas para surpresa da categoria, e até de deputados, verificou-se que no corpo do texto do projeto de ensino da Polícia Militar havia uma alteração na lei de promoções quanto a composição da comissão de promoções de oficiais da PM.

“Essa manobra envergonha toda a categoria e vamos mais uma vez repudiar e denunciar. Quero acreditar que os deputados foram enganados. Toda a sociedade e a imprensa tem assistido pela exposição que possa nossa corporação, mas tem visto também a posição do Clube, em defesa da instituição e de toda a categoria, de forma respeitosa mas com firmeza, mostrando que o Poder não pode tudo. E está aí a Justiça para comprovar tudo que denunciamos”, concluiu.