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MPPB requer na Justiça recuperação estrutural dos trampolins da Vila Olímpica Parahyba, em JP

21 de outubro de 2026
MPPB requer na Justiça recuperação estrutural dos trampolins da Vila Olímpica Parahyba, em JP

O Ministério Público da Paraíba (MPPB) ajuizou uma ação civil pública contra o Estado da Paraíba com pedido de tutela de urgência para determinar a interdição administrativa e total das plataformas de salto e dos trampolins do polo aquático da Vila Olímpica Parahyba, em João Pessoa, impedindo o acesso e a utilização dos equipamentos até a liberação formal dos órgãos competentes.

O MPPB também requer que o Estado apresente, em até 30 dias, um projeto executivo de recuperação estrutural, acompanhado de laudo técnico e Anotação de Responsabilidade Técnica (ART). A ação pede ainda que as obras sejam iniciadas e concluídas em até 60 dias, incluindo a substituição da escada metálica danificada, o reforço das armaduras oxidadas, o tratamento do concreto e a recuperação dos sistemas de guarda-corpos e corrimãos.

A ação foi protocolada pela 46ª promotora de Justiça de João Pessoa, Fabiana Lobo, que atua na defesa da cidadania e direitos fundamentais, e tramita na 1ª Vara da Fazenda Pública da Capital com o número 0876366-59.2026.8.15.2001.  A ação aponta riscos à segurança de atletas, alunos e demais frequentadores do equipamento esportivo e pede a interdição total das estruturas até que haja liberação técnica para o uso.

A ACP é resultado de um procedimento administrativo instaurado para o acompanhamento das condições de funcionamento da Vila Olímpica por meio de procedimento administrativo instaurado em 2024. Durante as inspeções, foram identificados problemas como corrosão de estruturas metálicas, fissuras, infiltrações e deterioração do concreto armado.

Problemas estruturais

Em inspeção conjunta realizada em novembro de 2025 pelo Corpo de Bombeiros Militar da Paraíba e pela Vigilância Sanitária Municipal, foram constatadas deficiências no sistema de abastecimento de água potável e avançado estado de ferrugem na escadaria metálica de acesso aos trampolins da piscina de saltos. A situação foi considerada um risco de acidentes e cortes para os usuários.

Posteriormente, uma vistoria técnica do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia da Paraíba (Crea-PB), realizada em dezembro de 2025, identificou armaduras de aço expostas e em estágio avançado de oxidação na base de sustentação dos trampolins. O relatório também apontou comprometimento da escada metálica de acesso à plataforma mais alta, com degraus danificados pela ferrugem, além de fissuras nas plataformas e problemas nos pontos de fixação dos corrimãos, com risco de colapso parcial.

A gravidade dos problemas também foi registrada pela Defesa Civil Municipal de João Pessoa. Em fevereiro deste ano, o órgão realizou vistoria e realizou a interdição do equipamento, além de determinar que o Estado elaborasse um projeto de recuperação estrutural assinado por profissional habilitado. Em nova inspeção, em junho, a Defesa Civil constatou que as medidas adotadas não solucionavam os problemas identificados e que a aplicação de tinta sobre as áreas oxidadas e o concreto deteriorado não reparava as patologias estruturais.

A Promotoria de Justiça oficiou diversas vezes a Secretaria de Estado da Juventude, Esporte e Lazer, sem obter qualquer resposta substantiva “Diante do esgotamento das vias conciliatórias extrajudiciais e do risco concreto e contínuo que paira sobre a vida e a integridade corporal dos milhares de frequentadores da praça esportiva, a propositura da presente ação civil pública revela-se medida inadiável para a salvaguarda da cidadania”, destacou a promotora na ação.

Além das intervenções, o MPPB solicita que o Estado seja obrigado a manter um programa permanente de manutenção preventiva e periódica nas instalações do parque aquático, a fim de evitar a repetição dos problemas. Para o caso de descumprimento de eventual decisão liminar, foi sugerida multa diária de R$ 5 mil.

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