A ditadura da verdade de cada um, e o fim da liberdade de opinião – por Gilvan Freire

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É muito grave e profundo o processo de alienação mental a que está submetida hoje a sociedade brasileira, por causa do separatismo político dominante.
Nunca se viu isso antes : o sectarismo ideológico doentio tirar das pessoas a capacidade de se manifestarem livremente e serem respeitadas em seu direito de opinião.
Se o radicalismo impregnado assusta tanto deve ser exatamente porque tem um imenso potencial de submeter a razão humana aos caprichos de pseudos dominadores, verdadeiros déspotas individuais ou coletivos que precisam impor suas falsas verdades aos outros, como se fossem seres iluminados.
E, neste sentido, cada pequeno déspota é apenas mais um radical idiota supostamente esclarecido querendo triunfar sobre seus contrários, aos quais subestima e menospreza e não lhes confere o atributo de PENSAR e se MANIFESTAR.
Os episódios recentes envolvendo os cantantes Elba Ramalho e Chico César são os melhores exemplos da enfermidade política que assola o país e divide o povo entre pretensos intelectuais da elite esquerdista e seus escravos culturais – os que não os adotam como fonte de ensinamento e saber.
Chico César estrumou seus ptibus interiores sobre uma fã desavisada que, de boa fé, tentou resgatar o músico de sua predileção, deixando de lado o outro aspecto tóxico de seu perfil de militante bivalente. Quis apenas demonstrar apreço e carinho e recebeu mordidas da face aos calcanhares.
As patadas e abocanhadas foram um espetáculo de furor animal selvagem, onde o agressor escolheu por conta própria de que lado deseja notabilizar-se, depois de ter-se feito conhecido como cantor, projetado certamente por aquela e outros fãs inconsolados – desditados adoradores de presépios de areia.
Elba Ramalho, naturalista e espiritualista, foi abominada como se não pudesse e não devesse sê-lo, só porque os patrulhadores de plantão das liberdades alheias se acham com o poder de permitir ou não que ela se expresse fora das normas de controle da atividade artística politizada e partidarizada.
É proibido ter fé, agir pela fé, expressar a fé. Quem já viu isso em regime civilizatório de liberdades plenas ?
As divergências chegaram à sua carga máxima de obtusão e rudeza. E não se trata de divisão ou luta de classes , mas da tentativa de tutela cultural da parte dos que querem uma democracia especial, não igualitária, intolerante, somente para chamar de sua .
Muito especialmente, uma democracia que sirva a ignorantes e à ignorância de uma “elite pensante” virótica que infecta a própria alma pensando em matar seus imaginários inimigos .