DELAÇÃO SOBRE ACAUÃ-ARAÇAGI – Obra de mais de R$ 1 bilhão nunca abasteceu a população, e o que gerou foi propina que irrigou a campanha de reeleição de Ricardo Coutinho

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A obra do canal Acauã-Araçagi que se arrasta desde 2011 já recebeu investimentos do Governo Federal em torno de R$ 1 bilhão. Antes de levar água à população , a obra abasteceu e irrigou mesmo a campanha do ex-governador Ricardo Coutinho em 2014.

A promessa de conclusão da obra foi discurso para a reeleição do ex-governador Ricardo Coutinho. Pior que isso, em acordo de delação, no âmbito da Operação Calvário, o ex-secretário de estado, e operador do esquema, Ivan Burity, revelou reuniões e acertos de repasse de valores para a campanha. Só ele confirma ter recebido R$ 1,8 milhão de empreiteiras para a campanha de 2014, reeleição do governador socialista.

Ivan Burity contou em sua delação na Operação Calvário que participou de reuniões com agentes do Governo e representantes de construtoras responsáveis pela execução dos lotes 1 e 2 da obra, que juntos envolviam mais de R$ 700 milhões. Com o terceiro lote contratado por outro grupo de construtoras a obra ultrapassou a marca de R$ 1 bilhão.

Ivan Burity contou que viajou à Brasília para receber as quantias das construtoras, através da Via Engenharia, e que utilizou os valores para repassar a políticos, em Brasília, pois estava no período de fechar as alianças políticas, e também para realizar pagamentos de fornecedoras da campanha eleitoral. Ivan também revelou viagem a São Paulo com os mesmos fins, receber quantia de construtora da obra Acauã-Araçagi, e pagar fornecedores de campanha.

A obra Acauã-Araçagi envolve mais de R$ 1 bilhão , recursos do Governo Federal, e contrapartida em torno de R$ 100 milhões do Governo Estadual.  O projeto aprovado em 2010 e com liberação de recursos teve início em 2011, e se arrasta há nove anos.

Relatórios do Tribunal de Contas da União e da Controladoria Geral da União apontaram diversas irregularidades na obra, que chegou a ser parada, pois devido às irregularidades foi suspensa previsão de recursos no orçamento pela Comissão de Orçamento do Congresso Nacional.

O projeto inicial previa R$ 360 milhões no primeiro lote, mais R$ 331 milhões no segundo lote, e R$ 203 milhões no terceiro lote, mas todos os três lotes tiveram valores majorados elevando assim os custos totais no orçamento, passando assim de R$ 1 bilhão até agora as despesas do canal.