Casos do Jampa Digital e Desk devem produzir novidades em meio à nova fase da Operação Calvário

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Quem está achando tudo muito tranquilo em plenos festejos juninos na Paraíba é bom ficar em alerta. Enquanto se aguarda a 5ª fase da Operação Calvário, os casos do Jampa Digital e Desk devem produzir novidades e agitar os bastidores da política paraibana.

No dia 14 de maio de 2012 a Polícia Federal deflagrou a Operação Logoff para cumprir mandados de busca e apreensão em sedes de empresas e no prédio do Centro Administrativo da Prefeitura de João Pessoa. O objetivo era juntar provas sobre irregularidades no procedimento de licitação para implantação do Projeto Jampa Digital , anunciado em 2010.

Quase dois meses antes da Operação da Polícia Federal a reportagem do Fantástico mostrou um esquema para direcionar licitações e revelou que o projeto Jampa Digital que recebeu milhões de reais de recursos do Governo Federal e da Prefeitura de João Pessoa custou caro e não funcionava.

O caso Jampa Digital já tramitou no Supremo Tribunal Federal e no Superior Tribunal de Justiça. O ministro do STF, Alexandre de Moraes, encaminhou o caso para o Tribunal Regional Federal da 5ª Região, com sede em Recife.

O caso Desk se refere a compra de carteiras pela Prefeitura de João Pessoa, no período entre 2010 e 2012, e resultou numa ação penal que tornou o ex-procurador Geral do estado, Gilberto Carneiro, réu acusado por crime de falsificação de documento público. O caso está em uma Vara Criminal da Capital.

As novidades nos dois casos devem surgir em meio a expectativa de deflagração da 5ª fase da Operação Calvário, que investiga uma Organização Criminosa que se utilizou da Cruz Vermelha Brasileira para desviar recursos da saúde dos paraibanos. O dinheiro foi pago a agentes públicos, a título de propina, e abasteceu campanhas políticas na Paraíba.

Enquanto as quadrilhas juninas ensaiam para apresentação no São João, antes mesmo de acender a fogueira, outras quadrilhas, as criminosas, vão dançar.