O empresário Jocélio Costa, proprietário da rede Bar do Cuscuz, está entre os alvos de uma operação deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) e pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco) na tarde desta terça-feira (30). A ação investiga um suposto esquema de jogos e apostas ilegais com indícios de movimentação de recursos provenientes da exploração do jogo do bicho.
Além de Jocélio Costa, também foram alvos da operação os influenciadores digitais Hytalo Santos e Israel Natã Vicente. Até o momento, os órgãos de investigação não detalharam qual seria a participação de cada um dos investigados no esquema apurado.
De acordo com o Ministério Público da Paraíba, a investigação apura, em tese, a prática dos crimes de lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio. Os investigadores suspeitam que parte dos valores movimentados pelo grupo era paga semanalmente em espécie e teria origem em atividades relacionadas ao jogo do bicho.
Os mandados judiciais foram autorizados pela 1ª Vara Regional de Garantias e cumpridos em João Pessoa, Campina Grande e Recife, atingindo residências e empresas ligadas aos investigados. Segundo o Gaeco, a operação busca aprofundar a coleta de provas, rastrear o fluxo financeiro dos recursos sob suspeita e avançar nas investigações, que tiveram origem em um procedimento voltado à apuração da exploração da imagem de crianças e adolescentes por influenciadores digitais na internet.
A OPERAÇÃO – O Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado do Ministério Público da Paraíba (Gaeco/MPPB) e a Delegacia de Repressão ao Crime Organizado da Polícia Civil do Estado (Draco/PCPB) deflagraram uma operação para dar cumprimento a cinco mandados de busca e apreensão, nos estados da Paraíba e Pernambuco, expedidos no âmbito de investigação que apura a prática, em tese, dos crimes de lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio.
A investigação é um desdobramento do procedimento instaurado para apurar a exploração da imagem de crianças e adolescentes em publicações veiculadas na internet por influenciadores digitais.
As apurações indicam que os recursos financeiros movimentados pelos investigados seriam provenientes de atividades relacionadas a jogos e apostas ilegais, com indícios de que parte significativa dos valores, pagos semanalmente em espécie, teria origem na exploração de bancas do jogo do bicho. Os elementos reunidos apontam para a utilização de mecanismos destinados a ocultar e dissimular a origem ilícita desses ativos.
As medidas judiciais foram cumpridas nos municípios de João Pessoa e Campina Grande, na Paraíba, e em Recife, Pernambuco, abrangendo residências e sedes de empresas supostamente vinculadas ao esquema investigado.
A operação tem como finalidade aprofundar a coleta de elementos probatórios, identificar o fluxo financeiro dos recursos ilícitos e subsidiar o avanço das investigações, sempre em observância às garantias constitucionais e ao devido processo legal.
O Ministério Público da Paraíba e a Polícia Civil reafirmam seu compromisso com o enfrentamento qualificado ao crime organizado, à lavagem de dinheiro e às estruturas de ocultação patrimonial utilizadas para viabilizar atividades ilícitas.



