O comunicador e pré-candidato a deputado federal Samuka Duarte se manifestou nas redes sociais em defesa da adoção da pena perpétua no Brasil para autores de feminicídio.
Para ele, diante da gravidade e da crueldade desse tipo de crime, é necessário que o país amplie o debate sobre punições mais severas e mecanismos mais eficazes de proteção às mulheres.
A declaração ocorre em um momento preocupante. Dados nacionais apontam que o Brasil registrou mais de 1.500 vítimas de feminicídio em 2025, mantendo a triste média de aproximadamente quatro mulheres assassinadas por dia apenas por serem mulheres. Além disso, levantamentos mostram que a maioria desses crimes é praticada por companheiros ou ex-companheiros e, em muitos casos, é precedida por ameaças, agressões físicas e descumprimento de medidas protetivas.
Na Paraíba, o cenário também é alarmante. O estado registrou 37 feminicídios em 2025, o maior número da última década, evidenciando a necessidade urgente de ações mais firmes por parte do poder público e da sociedade.
A defesa de medidas mais rigorosas contra a violência praticada contra as mulheres não é algo recente na trajetória de Samuka Duarte. Ao longo de sua carreira como apresentador de rádio e televisão, ele acompanhou de perto inúmeros casos de violência doméstica e feminicídio, sempre demonstrando sensibilidade ao se colocar no lugar das vítimas e de seus familiares. Em diversas oportunidades, utilizou os microfones e as telas para alertar a sociedade sobre a gravidade desse problema e cobrar providências das autoridades.
“Não podemos tratar o feminicídio como mais um número nas estatísticas. Estamos falando de vidas interrompidas, famílias destruídas e crianças que ficam órfãs por causa da violência. Quem mata uma mulher por ódio, posse ou sentimento de superioridade precisa receber uma punição exemplar”, defendeu Samuka.
Além da discussão sobre a pena perpétua, Samuka também defende o fortalecimento das Delegacias da Mulher, a ampliação da rede de acolhimento às vítimas, o monitoramento eletrônico de agressores, o rigor no cumprimento das medidas protetivas e investimentos em educação e conscientização para combater a cultura da violência contra a mulher.
Para Samuka Duarte, proteger a vida das mulheres deve ser uma prioridade nacional.
“Nenhuma mulher pode viver com medo. O Estado precisa agir antes que a violência chegue ao seu desfecho mais cruel, que é o feminicídio”, concluiu.



