Alvo da Polícia Federal na Operação Compliance Zero , que investiga o escândalo do Banco Master, o senador e líder do Governo Lula no Senado, Jaques Wagner, terá um encontro decisivo com o presidente durante a semana para definir se vai continuar na liderança ou se será afastado.
Há muita coisa em jogo pois o senador Jaques Wagner disputa sua reeleição ao Senado e precisa permanecer na liderança do Governo Lula, caso contrário perderá espaço e prestígio e terá sua candidatura ameaçada.
Ex-governador da Bahia e amigo e aliado de Lula há pelo menos 40 anos, Jaques Wagner, vive um momento difícil após a operação da Polícia que cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços de sua propriedade.
A investigação da Polícia Federal aponta suposta propina recebida pelo senador no caso de um apartamento em Salvador no valor de R$ 2,5 milhões, e uma transferência financeira de R$ 3,5 milhões a empresa de uma familiar de Jaques Wagner.
Durante entrevista a Band na semana passada Jaques Wagner revelou uma ligação telefônica de Lula logo após a operação e também lembrou que Lula passou por situação pior do que a dele e mesmo assim teve a condenação anulada e foi eleito presidente.
A alegação de Wagner é no sentido de que permaneça na liderança do Governo Lula no Senado, mas já enfrenta setores do PT que defendem a saída imediata de Jaques da liderança.
A OPERAÇÃO – A Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal (PF) desde novembro de 2025, investiga um esquema de fraude financeira bilionária e corrupção envolvendo o Banco Master e seu presidente, Daniel Vorcaro. As apurações revelaram uma suposta rede de emissão de títulos falsos, espionagem, blindagem e pagamento de vantagens indevidas a políticos em troca de facilidades e aportes financeiros.
Já foram alvos da operação o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro e o senador Ciro Nogueira, do PP. E na última quinta-feira, dia 18, foi alvo o senador Jaques Wagner, líder do Governo Lula no Senado.



